quinta-feira, 18 de junho de 2026

MORTES DE IMIGRANTES DOBRARAM NO GOVERNO TRUMP


A campanha de deportação em massa do presidente Donald Trump tem sido acompanhada por um aumento nas mortes de imigrantes sob custódia nos Estados Unidos. Desde janeiro de 2025, 50 detidos morreram em centros administrados pelo ICE (Serviço de Imigração e Alfândega). Entre os casos estão um vietnamita com problemas cardíacos, um chinês encontrado enforcado e um hondurenho que morreu sem atendimento emergencial após apresentar sintomas graves de abstinência alcoólica. Dados analisados pela Reuters mostram que a taxa de mortalidade mais que dobrou. Entre 2009 e 2024, ocorria uma morte para cada 3.848 detidos. Desde o retorno de Trump ao poder, o índice passou para uma morte a cada 1.630 pessoas. Especialistas apontam que o aumento levanta dúvidas sobre a qualidade da supervisão e do atendimento médico nos centros, cuja população cresceu rapidamente. O número de imigrantes detidos passou de cerca de 40 mil no início do governo para um pico de 70 mil, recuando depois para 57 mil.

Dos 50 óbitos registrados, 21 foram descobertos apenas quando os detidos já estavam mortos ou inconscientes, incluindo dez suicídios. Problemas cardiovasculares responderam por 16 mortes, sugerindo possíveis falhas em exames e tratamentos. Médicos consultados afirmam que o sistema não foi projetado para lidar adequadamente com doenças crônicas e pessoas vulneráveis. Já o Departamento de Segurança Interna (DHS) afirma que oferece atendimento médico abrangente e mantém condições seguras e humanas nos centros. A falta de informações detalhadas nos relatórios oficiais também preocupa especialistas. Muitos documentos omitem histórico médico, medicamentos administrados e detalhes sobre respostas de emergência, dificultando a avaliação das causas das mortes.

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