sexta-feira, 24 de abril de 2026

SOLDADO DOS EUA É PRESO POR LUCRAR COM APOSTAS NA PRISÃO DE MADURO


Um soldado das forças especiais dos Estados Unidos foi preso por supostamente usar informações sigilosas para lucrar com apostas sobre a captura de Nicolás Maduro antes da divulgação pública do caso. 
O Departamento de Justiça dos EUA denunciou Gannon Ken Van Dyke por apostar na plataforma Polymarket com base em dados confidenciais. Autoridades afirmam que a prática configura uso ilegal de informação privilegiada, proibido pela legislação federal. Militar da ativa, lotado em Fort Bragg, na Carolina do Norte, Van Dyke teria lucrado mais de US$ 409 mil (cerca de R$ 2 milhões). A captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, ocorreu em 3 de janeiro, em Caracas, durante uma operação noturna. O casal foi levado a Nova York para responder a acusações relacionadas a armas e drogas, que ambos negam. Segundo o DOJ, o militar apostou diretamente no momento e no desfecho da operação, chamada “Operação Determinação Absoluta”. Ele teria criado conta na Polymarket em dezembro de 2025 e apostado mais de US$ 33 mil enquanto tinha acesso a informações sigilosas. A própria plataforma afirmou ter identificado a irregularidade e comunicado o caso às autoridades. A empresa declarou não tolerar uso de informação privilegiada e disse que a prisão comprova a eficácia de seus controles. Van Dyke responde por diversos crimes, incluindo fraude eletrônica, fraude com commodities e uso indevido de informações confidenciais.

O procurador-geral interino destacou que militares têm acesso a dados sensíveis apenas para cumprir suas missões. Ele reforçou que o uso dessas informações para ganho pessoal é estritamente proibido. O caso tramita no Distrito Sul de Nova York, onde autoridades alertaram sobre riscos em mercados de previsão. Promotores afirmam que o militar participou do planejamento da operação entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Durante esse período, teve acesso a informações classificadas e altamente sensíveis. A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) também abriu ação contra o acusado. O presidente Donald Trump disse não conhecer o caso, mas afirmou que iria analisá-lo. Ele criticou o crescimento das apostas e disse não ser favorável a esse tipo de prática. A Casa Branca já havia alertado funcionários para não usarem informações privilegiadas em apostas. O aviso foi enviado após relatos sobre uso de dados confidenciais em plataformas como Polymarket e Kalshi. Autoridades afirmam que servidores públicos estão sujeitos a regras éticas rigorosas. Mercados de previsão movimentaram mais de US$ 44 bilhões no último ano e têm crescido rapidamente. Essas plataformas permitem apostas sobre diversos eventos, incluindo política, economia e conflitos. Diferentemente das bets tradicionais, funcionam como mercados onde usuários negociam resultados futuros. Nos EUA, elas são supervisionadas pela CFTC, que regula derivativos financeiros. O avanço desse setor gerou debates sobre regulação e riscos de abuso de informação privilegiada. Parlamentares democratas propuseram proibir apostas ligadas a guerras ou ações militares. Críticos dizem que essas plataformas se assemelham a jogos de azar e tentam evitar regulações mais rígidas. No Brasil, há indícios de que usuários acessam esses serviços por meio de criptomoedas ou cartões internacionais.

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