terça-feira, 7 de abril de 2026

ORIGEM DA VIDA NA TERRA


Uma pesquisa liderada por Shea Cinquemani, da Rutgers University, sugere que impactos de meteoritos podem ter sido decisivos para a origem da vida na Terra. O estudo indica que esses eventos, além de destrutivos, criaram ambientes químicos favoráveis ao surgimento das primeiras células. 
Publicado no Journal of Marine Science and Engineering, o trabalho amplia teorias tradicionais que focam em fontes hidrotermais no fundo do mar. A nova hipótese inclui sistemas hidrotermais formados por impactos cósmicos. Fontes hidrotermais liberam água quente rica em minerais e sustentam vida sem luz solar. Nesses locais, microrganismos sobrevivem por quimiossíntese, usando energia química. O estudo sugere que crateras de meteoritos também geram sistemas semelhantes. O impacto produz calor intenso, derrete rochas e, com água, forma ambientes ricos em minerais. Esses sistemas podem durar milhares ou milhões de anos. Na cratera de Chicxulub, a atividade hidrotermal pode ter persistido por até 2 milhões de anos. Esse tempo permitiria a evolução de moléculas simples em estruturas complexas.

Como impactos eram comuns na Terra primitiva, esses ambientes podem ter sido frequentes. Em regiões rasas, ciclos de umidade e secagem favorecem a formação de moléculas complexas. A pesquisa analisou crateras como Chicxulub, Haughton Crater e Lonar LakeTambém comparou esses dados com fontes hidrotermais profundas descobertas nos anos 1970. O estudo foi coassinado por Richard Lutz e passou por rigorosa revisão científica. A principal conclusão é que a vida pode ter surgido em múltiplos ambientes, não apenas no fundo do mar. A pesquisa também impacta a astrobiologia. Ambientes semelhantes podem existir em Europa e EncéladoAlém disso, crateras em Marte mostram sinais de atividade hidrotermal. O estudo reforça que eventos catastróficos podem ter sido fundamentais para o surgimento da vida.

 

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