Parlamentares republicanos na Câmara dos EUA rejeitaram, ontem, 27, proposta para encerrar a paralisação parcial do governo, que já dura seis semanas. O projeto havia sido aprovado por unanimidade no Senado no dia anterior. A decisão prolonga o impasse que afeta aeroportos em plena temporada de viagens. Funcionários da TSA estavam sem salário, o que elevou as faltas: quase 12% não compareceram ao trabalho na quinta, o maior índice desde fevereiro. Mais de 3.450 agentes faltaram, incluindo altos índices no aeroporto JFK, em Nova York, e em terminais de Baltimore, Houston e Atlanta. Diante da crise, a Casa Branca afirmou que Donald Trump declarou emergência para garantir o pagamento dos funcionários. A TSA disse que os salários serão pagos a partir de segunda (30). Em vez de votar o projeto do Senado, a Câmara deve analisar uma medida provisória para manter o financiamento do Departamento de Segurança Interna por mais dois meses, segundo o presidente da Casa, Mike Johnson. Ele criticou o acordo do Senado, chamando-o de “piada”. Já o líder democrata Chuck Schumer afirmou que a proposta temporária não será aprovada no Senado.
O impasse gira em torno da política de imigração. Democratas rejeitam financiar ações mais duras sem impor limites aos agentes. Eles defendem restrições como uso obrigatório de câmeras corporais e proibição de máscaras em operações. O projeto do Senado restaurava recursos para áreas essenciais, como segurança aeroportuária e resposta a desastres, mas deixava de fora o financiamento do ICE e da Patrulha de Fronteira. Isso levou republicanos da Câmara a barrar a proposta, alegando que ela enfraquece a fiscalização migratória. Democratas acusam os rivais de prolongar o “caos nos aeroportos”. A paralisação também ocorre após agentes federais matarem dois cidadãos em Minneapolis, o que intensificou críticas à política migratória. Apesar do impasse, ICE e Patrulha de Fronteira ainda contam com fontes alternativas de financiamento aprovadas anteriormente. Republicanos avaliam tentar aprovar recursos por conta própria, contornando a oposição democrata, mas enfrentam dificuldades para manter unidade em ano eleitoral.
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