sexta-feira, 20 de março de 2026

JUIZ FEDERAL ENVOLVIDO EM LICITAÇÃO DA EDUCAÇÃO





A Polícia Federal (PF) identificou indícios de uma “rede de influências espúrias” envolvendo o juiz federal
 Macário Júdice Neto no governo do Espírito Santo, liderado por Renato CasagrandeA conclusão consta em relatório baseado em conversas entre o magistrado e o empresário Adilson FerreiraAdilson é investigado como possível “braço financeiro” de organização criminosa. Os diálogos foram encontrados em celular apreendido na Operação Baest, em maio de 2025. Segundo a PF, indicam atuação do juiz em favor de empresa interessada em licitação da Educação. O material foi compartilhado com autorização do ministro Alexandre de MoraesMensagens e áudios mostram que o juiz acompanhou recursos dentro da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Ele também teria orientado estratégias jurídicas e citado contato com servidores. O governo estadual disse que respostas cabem à Secretaria de Educação e à PGE. A Secretaria afirmou que licitações seguem rigoroso controle interno. A PGE informou que rejeitou os recursos da empresa citada. A defesa de Adilson disse que os diálogos não indicam ilegalidade. O advogado de Macário não se manifestou.

A PF também investiga a relação entre Casagrande e o juiz. Há suspeita de possível troca de favores, ainda sem vínculo comprovado com a rede. Foram solicitados dois inquéritos distintos sobre os fatos. O relatório cita pedido do governador ao juiz ligado à candidatura de um aliado em 2024. Casagrande afirmou anteriormente que o contato era institucional. Macário está preso desde dezembro por suspeita de vazar informações sigilosas. As conversas indicam atuação em favor da empresa Unique Serviços e Transportes. A licitação envolvia até R$ 10,5 milhões em ar-condicionado. A PF aponta possível influência do juiz na PGE por meio do irmão, Rodrigo JúdiceEle negou qualquer participação ou interferência. Há ainda menção a pedido de benefício a procurador durante o processo. Mensagens também mostram proximidade entre Adilson e a jornalista Flávia Júdice. O governo reforça que não houve favorecimento nas decisões administrativas. Cronologia inclui a operação em 2025 e avanços da investigação até 2026.

 

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