Duas cidades no sul de Israel foram atingidas por mísseis do Irã, em meio à intensificação dos ataques entre os países. Um dos alvos foi Dimona, a cerca de 14 km do principal centro nuclear israelense. Embora Israel não confirme possuir armas nucleares, é considerado uma potência atômica. Outro míssil caiu em Arad, a pouco mais de 40 km de distância. Até a madrugada de domingo, havia ao menos 90 feridos, sete em estado grave. Autoridades da ONU afirmaram não haver indícios de danos à instalação nuclear. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou a noite como difícil e prometeu continuar os ataques. O porta-voz militar Effie Defrin disse que o sistema antimísseis funcionou, apesar de falhas na interceptação. Ele negou que os mísseis iranianos sejam de tecnologia desconhecida. O ministro da Educação, Yoav Kisch, determinou a suspensão das aulas presenciais e o ensino será remoto nos próximos dias em todo o país.
O Irã afirmou que os ataques foram uma retaliação a bombardeios israelenses. Teerã citou ações contra as instalações nucleares de Natanz e Bushehr. Israel negou ter atacado, enquanto os EUA não comentaram. A Agência Internacional de Energia Atômica informou que não houve danos graves em Natanz. A entidade pediu contenção em ações militares próximas a áreas nucleares. A Rússia classificou os ataques como irresponsáveis e alertou para riscos regionais. Países ocidentais acusam o Irã de tentar desenvolver armas nucleares. Israel afirmou ter atacado em Teerã um centro ligado ao desenvolvimento nuclear. Os EUA disseram ter destruído um bunker iraniano com mísseis. Segundo o comando americano, a ação reduz ameaças no Estreito de Ormuz.
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