quarta-feira, 25 de março de 2026

GOVERNO TRUMP VAI RESPONDER POR MORTES EM MINNESOTA


A promotora Mary Moriarty e o procurador-geral Keith Ellison processaram o governo de Donald Trump por ações de agentes de imigração que resultaram em ao menos duas mortes em Minnesota neste ano. 
Os casos envolvem os assassinatos de Renee Good e Alex Pretti, cidadãos americanos. A ação foi protocolada ontem, 24, no Tribunal Distrital dos EUA, em Washington. Entre os réus estão a secretária de Justiça, Pam Bondi, e Kristi Noem, ex-chefe de Segurança Interna. O processo aponta colapso na cooperação entre agências federais e autoridades locais durante a operação, que mobilizou cerca de 3.000 agentes. Segundo a acusação, houve falhas no compartilhamento de provas. Agentes mataram Good e Pretti durante protestos contra o ICE, em Minneapolis. Um terceiro homem, venezuelano, foi baleado na perna e sobreviveu. Relatos iniciais das autoridades federais foram contraditos por vídeos. Investigações locais teriam sido bloqueadas pelo governo federal. As autoridades federais também teriam negado acesso a provas, incluindo a identidade dos agentes envolvidos. Um dos agentes é alvo de investigação criminal federal.

Promotores afirmam que a versão apresentada pelos agentes sobre o caso do venezuelano era falsa. As acusações contra a vítima foram retiradas. Moriarty disse que buscará transparência e responsabilização. O Departamento de Segurança Interna afirmou que os casos foram analisados. O órgão sustenta que um dos agentes agiu em legítima defesa. Já o FBI investiga a morte de Pretti. O Departamento de Justiça não comentou o processo. Promotores alegam que a recusa em cooperar viola leis administrativas e a Constituição. Ellison classificou a situação como “extraordinária” e sem precedentes. Ele disse que a ação é necessária para garantir justiça. A disputa deve intensificar tensões entre o governo Trump e democratas de Minnesota. Ellison já é alvo de ação federal por suposta obstrução de leis migratórias. Promotores reuniram provas de forma independente, com ajuda de um portal online. Mesmo assim, eventuais acusações enfrentarão obstáculos legais. A Cláusula de Supremacia protege amplamente agentes federais em exercício.

 

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