As viagens internacionais aos Estados Unidos caíram 4,2% em 2025, primeiro recuo anual desde a pandemia, no início do segundo mandato de Donald Trump. A queda contrasta com o crescimento de 4% do turismo global no mesmo período, segundo a ONU. Especialistas atribuem o recuo às políticas migratórias mais rígidas, ao aumento do controle nas fronteiras e à retórica hostil do governo americano. Cerca de 11 milhões de visitantes estrangeiros deixaram de viajar ao país, gerando uma perda estimada de US$ 50 bilhões em gastos e afetando empregos. O governo proibiu a entrada de cidadãos de mais de uma dúzia de países, suspendeu vistos para 75 nações e ampliou a fiscalização de redes sociais e dispositivos eletrônicos.
Canadenses lideraram a queda, com redução de 10,2% nas visitas, seguidos por turistas da Europa e do Oriente Médio. Casos de violência envolvendo agentes federais e a atuação do ICE também contribuíram para o efeito intimidador. O recuo atingiu hotéis, companhias aéreas e parques temáticos. A receita por quarto disponível caiu pela primeira vez desde a pandemia, e empresas como Disney e grandes companhias aéreas relataram impacto. Embora a Copa do Mundo de 2026 possa estimular o turismo, analistas alertam que a imagem negativa dos EUA pode ter efeitos duradouros sobre a demanda internacional.
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