A guarda costeira de Cuba matou ontem, 25, quatro pessoas e feriu outras seis após uma lancha registrada nos Estados Unidos invadir águas territoriais cubanas e abrir fogo contra militares, segundo o Ministério do Interior de Cuba. De acordo com a pasta, os agentes foram recebidos a tiros ao abordar a embarcação. O capitão do barco cubano foi atingido e levado para tratamento, assim como seis ocupantes da lancha americana. O governo não divulgou identidades, apenas informou que os mortos e feridos são estrangeiros, nem explicou o que o barco fazia na área. A invasão ocorreu a uma milha náutica de Cayo Falcones, na província de Villa Clara. Em nota, o ministério afirmou que defenderá o território e a soberania nacional.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que Washington responderá proporcionalmente após apurar a nacionalidade das vítimas e conduzir investigação própria. O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, abriu investigação com órgãos estaduais e federais. A crise ocorre em meio à tensão entre Washington e Havana, agravada após ações contra Nicolás Maduro, da Venezuela, e ao endurecimento do embargo durante o governo Donald Trump. Sem apoio de Caracas, a ilha enfrenta apagões prolongados e escassez de combustível e medicamentos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário