Não será simples, e a figura escolhida é menos que ideal. Com José Balcázar, 83 anos e histórico controverso, a esquerda volta ao poder no Peru. Ele terá de conduzir o país até eleições em menos de dois meses. Também precisará negociar com um Congresso cada vez mais forte. E lidar com a sombra do ex-presidente Pedro Castillo. Balcázar foi escolhido pelo Parlamento após a queda de José Jerí. Assume interinamente a Presidência. Venceu no segundo turno Maricarmen Alva por 60 a 46 votos. Torna-se o nono presidente desde 2016. Foi eleito pelo Peru Livre. Castillo havia sido condenado por autogolpe em 2025. Discute-se se haverá indulto ao ex-mandatário. Balcázar afirma que o processo seguirá normalmente. Há dúvidas sobre a influência de Vladimir Cerrón no governo. Ele diz buscar consenso e diálogo com Keiko Fujimori, da Força Popular. Keiko criticou duramente a posse e citou seu pai Alberto Fujimori.
Balcázar entrou no Congresso em 2021 por Lambayeque. Nasceu em Cajamarca. Formou-se na Universidade Nacional Pedro Ruíz Gallo. Atuou na escolha de magistrados do Tribunal Constitucional. Também foi membro provisório da Suprema Corte de Justiça. Envolveu-se em polêmica ao relativizar casamento infantil em 2023. Depois alegou ter sido mal interpretado. Sua carreira judicial teve investigação por desvio de recursos. O novo governo precisa garantir eleições e transição até julho. O país vive instabilidade com sucessivas quedas presidenciais. A Constituição permite vacância por “incapacidade moral”. Esse conceito vago facilita pressões políticas na Casa de Pizarro.
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