Responsável por duas acusações criminais contra Donald Trump, o ex-conselheiro especial do Departamento de Justiça dos EUA Jack Smith foi ouvido em sessão especial da Câmara dos Deputados na quinta-feira (22). Alvo constante de ataques de aliados de Trump, Smith afirmou que o presidente tentou se colocar acima da lei e disse não ter dúvidas de que ele se envolveu em atividades criminosas. Smith explicou as acusações formais apresentadas contra Trump, que incluem conspiração para anular o resultado da eleição presidencial de 2020 e o armazenamento indevido de documentos confidenciais em Mar-a-Lago após deixar a Casa Branca. Durante o depoimento, o procurador disse que atuou de forma independente, sem motivação política, e que não se arrepende das denúncias. “Ninguém está acima da lei”, afirmou Smith, acrescentando que faria as mesmas acusações contra qualquer ex-presidente, republicano ou democrata.
Ele também declarou que houve uma conspiração ampla para reverter o resultado eleitoral, que Trump ignorou assessores que negaram fraude e tentou intimidar testemunhas. A audiência, que durou cerca de quatro horas, evidenciou forte divisão partidária. Republicanos criticaram Smith, enquanto democratas defenderam as investigações e o Estado de Direito. Durante a sessão, Trump atacou Smith nas redes sociais, chamou-o de “desequilibrado” e pediu que o procurador fosse investigado. Republicanos acusaram Smith de abuso de poder, alegação que ele negou, dizendo que o uso de registros telefônicos foi legal e comum em investigações. Nomeado em 2022, Smith abandonou os processos após a vitória eleitoral de Trump, seguindo pareceres que impedem o indiciamento de presidentes em exercício.
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