O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, alertou que o país não busca guerra, mas está preparado para ela, enquanto a repressão a protestos já deixou mais de 600 mortos. O presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom contra o regime iraniano e prometeu resposta “muito forte” à violência contra manifestantes. Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que o Irã vive um momento inédito de busca por liberdade e que os EUA estão prontos para ajudar. A Casa Branca não descartou ataques aéreos, mas disse priorizar a via diplomática, além de ameaçar tarifas a países que negociem com Teerã. Os protestos começaram em 28 de dezembro, motivados pelo aumento do custo de vida, e evoluíram para um movimento contra os aiatolás, no poder desde 1979. Apesar do bloqueio à internet, vídeos mostram grandes manifestações e corpos de vítimas da repressão.
O guia supremo Ali Khamenei elogiou atos pró-regime e acusou “inimigos estrangeiros” de estimular os protestos. Autoridades iranianas classificaram os manifestantes como “terroristas” e falaram em guerra em várias frentes. Ainda assim, houve reabertura de canais de comunicação com enviados dos EUA. Segundo a ONG Iran Human Rights, ao menos 648 pessoas foram mortas, número que pode ser maior. A entidade afirma que a Guarda Revolucionária usou armamento pesado contra civis desarmados. Especialistas avaliam que a repressão revela fragilidade do regime e que, mesmo contidos, os protestos tendem a retornar.
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