O Japão ultrapassou os Estados Unidos e lidera o ranking mundial de turismo em 2026. O país ocupa o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo do WEF. O levantamento avaliou 110 economias e mede as condições para desenvolver o setor. São considerados infraestrutura, segurança, serviços, conectividade e ambiente de negócios. Também entram recursos naturais e culturais e critérios de sustentabilidade. O índice não mede diretamente o número de turistas ou a receita do turismo. O Japão obteve nota 5,27, em uma escala de 1 a 7. Os Estados Unidos ficaram em segundo, com 5,23 pontos. A Espanha aparece na terceira posição, com 5,22 pontos. Austrália e França completam os cinco primeiros colocados. Alemanha, Reino Unido, China, Suíça e Itália completam o grupo dos dez. Apesar das mudanças, os dez líderes são os mesmos do levantamento de 2024. O Japão subiu duas posições e se beneficiou da recuperação do turismo asiático. A região da Ásia-Pacífico teve a maior evolução entre 2024 e 2026. Sua pontuação média cresceu 3,6% no período. O Japão também avançou acima da média global no desenvolvimento turístico. Entre seus pontos fortes estão recursos culturais e viagens de negócios e educação.
O Brasil, por outro lado, caiu cinco posições e aparece em 32º lugar. A pontuação brasileira foi de 4,41, contra 4,37 no levantamento anterior. Apesar da queda no ranking, o país aumentou sua pontuação em 1%. Desde 2019, a nota brasileira acumula crescimento de 2,8%. A perda de posições ocorreu porque outros países avançaram mais rapidamente. Entre 110 economias avaliadas, 101 melhoraram suas pontuações. Isso representa 92% dos países analisados pelo estudo. As condições globais para o turismo atingiram o melhor nível desde a pandemia. A média mundial cresceu 2,1% entre 2024 e 2026. O avanço foi impulsionado por recursos culturais, infraestrutura e conectividade aérea. O relatório alerta, porém, para custos elevados, falta de mão de obra e desafios ambientais.